
Entrevista do jornal Sol a Rosa Lobato de Faria (1932-2010)
P - Foi daí que veio o fascínio pela fruta que, mais tarde, aparece na célebre canção Amor de Água Fresca?
A fruta foi outra coisa. Em 1992, ainda não tinha começado a escrever romances, a Dina trouxe-me uma música: 'Ai Rosinha, vamos concorrer ao festival, faça-me uma letra'. Ouvi a música e pensei: 'Isto é tão fresco. Vou meter fruta. Tudo fruta'. E pronto, fiz uma cantiga com fruta.
P - Essa letra ficou no ouvido de muita gente.
Acreditam que ainda hoje, quando vou às escolas por causa dos livros infantis, os miúdos me recebem a cantar o Amor de Água Fresca? Toda a gente sabe a letra, é uma coisa engraçada. Mas pelos vistos sou uma poetisa hermética, porque ninguém percebeu a letra. Já que éramos duas mulheres a concorrer, resolvi fazer uma cantiga feminista. 'Peguei, trinquei e meti-te na cesta', é o que os homens nos fazem. Agarram, usam, espremem, tomam o sumo e metem na cesta. Pois eu resolvi fazer uma cantiga em que são as mulheres que fazem isso aos homens.
P - Foi uma maneira engraçada de ficar no imaginário popular.
Já escrevi mais de 1600 letras, não foi uma nem duas. Mas gostei. E uma vez que o Ary dos Santos tinha ganho quatro festivais, eu decidi que também ia ganhar quatro. E ganhei.
Entrevista de Maria Francisca Seabra e Vladimiro Nunes / revista Tabu, 04/08/2007
P - Foi daí que veio o fascínio pela fruta que, mais tarde, aparece na célebre canção Amor de Água Fresca?
A fruta foi outra coisa. Em 1992, ainda não tinha começado a escrever romances, a Dina trouxe-me uma música: 'Ai Rosinha, vamos concorrer ao festival, faça-me uma letra'. Ouvi a música e pensei: 'Isto é tão fresco. Vou meter fruta. Tudo fruta'. E pronto, fiz uma cantiga com fruta.
P - Essa letra ficou no ouvido de muita gente.
Acreditam que ainda hoje, quando vou às escolas por causa dos livros infantis, os miúdos me recebem a cantar o Amor de Água Fresca? Toda a gente sabe a letra, é uma coisa engraçada. Mas pelos vistos sou uma poetisa hermética, porque ninguém percebeu a letra. Já que éramos duas mulheres a concorrer, resolvi fazer uma cantiga feminista. 'Peguei, trinquei e meti-te na cesta', é o que os homens nos fazem. Agarram, usam, espremem, tomam o sumo e metem na cesta. Pois eu resolvi fazer uma cantiga em que são as mulheres que fazem isso aos homens.
P - Foi uma maneira engraçada de ficar no imaginário popular.
Já escrevi mais de 1600 letras, não foi uma nem duas. Mas gostei. E uma vez que o Ary dos Santos tinha ganho quatro festivais, eu decidi que também ia ganhar quatro. E ganhei.
Entrevista de Maria Francisca Seabra e Vladimiro Nunes / revista Tabu, 04/08/2007
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