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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Zé Brasileiro (Português de Braga) - Alexandra
autoria: Vasco de Lima Couto/António Sala

P. Essa letra de uma canção famosa da década de 70 é uma breve biografia da sua vida?

R. Sim. Foi um poema que Vasco de Lima Couto fez para me oferecer no meu aniversário em 1969. O poema foi dado ao António Sala para musicar, para fazer um pequeno disco para me oferecer nos meus anos. O António Sala fez a música e inseriu-a para concorrer no Festival da Canção.

P. Como é que se sentia quando ouvia essa música na rádio?

R. Muito bem. Ainda hoje gosto muito de a ouvir. É um espelho da minha vida no Brasil de 1961 a 1969.

Jornal O Mirante, 19/03/2008

sábado, 20 de novembro de 2010

Cantemos Até Ser Dia

Já houve um tempo em que os Festivais da Canção da RTP tinham a concurso canções um pouco melhores e, em alguns casos, cantadas por cantores e cantoras, para dizer o mínimo... diferentes.

Ainda voltarei algumas vezes a este assunto. Por hoje, deixo-vos com a Teresa Silva Carvalho, cantando uma grande canção (que não foi a lado nenhum...) da autoria do Pedro Osório, que também orquestrou e dirigiu a orquestra. Estávamos em 1979.

Apenas como curiosidade, a fazer as vozes de suporte para a Teresa, está um “empenhado” coro, constituído pelo Carlos Alberto Moniz, a Madalena Leal (filha do José Viana e da Dora Leal), a nossa amiga Joana (que se deixou destas coisas), eu próprio (apenas com dois terços do peso e uma floresta de cabelo) e a minha companheira de viagem desde há 25 anos, a Maria do Amparo (que suavemente se foi transformando na Vovó Maria).

Mesmo dando-se o caso de alguns de nós termos entrado no mesmo Festival como “artistas principais”, por qualquer razão achávamos que não nos caíam os galões por, na mesma noite, subirmos ao palco como solistas e a seguir, noutra música, fazendo coro para os amigos. Feitios...

Fiquem pois com esta bela melodia (e letra!) do Pedro Osório e entrem bem no fim-de-semana.

Samuel, 06/12/2008
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2008/12/cantemos-at-ser-dia.html

clicar no link acima para ler a letra e ver o video da canção

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobe Sobe Balão Sobe

Filha de um cantor lírico, Loubet Bravo, a cantora sempre viveu da música e começou a cantar e tocar quando tinha apenas 13 anos. "Começo a tocar viola com 12 anos, porque tive um professor de canto coral que fazia parcerias com o Francisco Fanhais, que também era um cantor de intervenção. Incutiu-nos educação musical e alguma intervenção política também. Já tocava o Adriano, Zé Mário Branco, com 12, 13 e 14 anos de idade", explicou em início de conversa.

Mais tarde, já adolescente, as suas preferências musicais iam para os Beatles e o Quarteto 1111. Por isso aceitou com relutância o convite para defender o tema "Sobe, sobe, balão sobe", no Festival da Canção de 1979. "Hoje fala-se muito de música pimba. Aquela era uma música pimba da época. Estávamos muito colados ao 25 de Abril e usava-se muito ainda o canto de intervenção. Tudo o que não fosse canto de intervenção ou música popular portuguesa, com instrumentos de raiz, cavaquinhos, era assim considerado".

As dificuldades familiares acabaram por dar um empurrãozinho, para o palco do festival. "O meu pai faleceu aos 78 anos, vítima de acidente, foi uma altura muito complicada. No final desse ano ligam-me para ir ao festival. Não tinha nada a ver com o que eu gostava mas a vida era difícil. Pensei duas vezes: quem sabe se não está aqui um trunfo para eu ganhar dinheiro!". E se bem o pensou, melhor o fez. "Na altura já cantava em publicidade, fazia coros. E acabou por ser uma alavanca para a minha carreira, sobretudo numa época em que o país parava para ver o Festival. Além disso, bastava estar presente num festival, nem era preciso ganhar, para ser popular", recorda.

Na Eurovisão arrecadou um honroso 9º lugar e emocionou-se quando foi reconhecida num mercado em Israel. "Foi muito bom! Além disso, a versão em Francês esteve no Top, em Paris. Tive imensos convites para ir para o estrangeiro, mas não fui porque estava no curso de Direito".

Entrevista ao jornal Público