domingo, 31 de janeiro de 2010

O Meu Coração Não Tem Cor


Uma Canção Diferente

Um dia o Pedro Osório telefonou-me. Era para fazermos uma canção. Queria levar a Lúcia, filha do Carlos Alberto Moniz e da Maria do Amparo ao Festival da Canção da RTP. Nem hesitei. Conhecia a Lucinha quase de bébé. Nem hesitei.

Queríamos fazer uma canção diferente do que era costume nos anos 90. Com outra estaleca. Não foi fácil fazer a letra porque trabalhar com o Pedro Osório é um previlégio mas o seu rigor e a sua exigência vão até ao mais pequeno pormenor.

A canção chamou-se "O MEU CORAÇÃO NÃO TEM COR". Era uma festa. Não fast-food musical mas música profundamente popular.

Inesperadamente ganhou o Festival da RTP cá em Portugal e foi ao Eurofestival em Oslo onde a Lúcia encantou toda a gente com a sua extrema simpatia e o som do cavaquinho com que andava por toda a parte.

Tornou-se numa das favoritas e teve a melhor classificação de todas as canções portuguesas que até hoje concorreram ao Festival da Eurovisão. Nunca foi gravada em disco. Vá-se lá saber porquê. Mas fica aqui. Para que a ouça quem quiser.


José Fanha
http://queridasbibliotecas.blogspot.com/2007/11/uma-cano-diferente.html


fonte da imagem:http://queridasbibliotecas.blogspot.com/2007/11/o-meu-corao-no-tem-cor.html


http://queridasbibliotecas.blogspot.com/2007/11/oslo-1996_30.html


http://queridasbibliotecas.blogspot.com/2007/11/lcia-moniz-euroviso-oslo-1996.html

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Doce


As Doce concorreram, pela primeira vez, ao Festival da Canção, em 1980, com a canção "Doce". A revista "Música & Som" lançou uma edição alusiva ao Festival tendo colocado as Doce na capa. Nesse ano o grupo ficou em 2º lugar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Verão


Acabado de sair dos Sheiks e na sua primeira aventura a solo, ainda estudante de Arquitectura, Carlos Mendes venceu o V Festival RTP da Canção, realizado no dia 04 de Março de 1968.

No podium ficaram ainda Tonicha ("Fui Ter Com A Madrugada") e José Cid ("Balada Para D. Inês").

Para a História ficou a polémica que então se levantou com a vitória da canção de José Alberto Diogo e Pedro Osório.

Os regulamentos determinam que as canções concorrentes ao Festival sejam originais, inéditas, mas logo houve quem denunciasse que o "Verão" já tinha sido ouvido por mais de 20 mil pessoas durante 6 meses no "Porão da Nau", boîte de Lisboa onde actuava o Quinteto Académico (hence José Alberto Diogo e Pedro Osório).

Pedro Osório veio a terreiro confirmar que a canção, "Verão" e/ou "Summer", já tinha sido tocada antes do Festival, "mas só à experiência, não tendo sido feita qualquer gravação ou sido radiodifundida".

"De resto - disse à revista "Rádio & Televisão" - a versão que foi apresentada na Televisão tem alterações que foram introduzidas quando dos arranjos".

Mário Assis Ferreira, manager do Quinteto Académico + 2 e actual presidente dos casinos da Estoril-Sol, afirmou à mesma revista que o grupo "nada tinha a ver com o caso".

"Tudo o que o que posso adiantar é que a canção "Summer" foi composta para ser gravada pelo anterior Quinteto, o que não chegou a verificar-se", sublinhou.

Já ninguém se lembra desta controvérsia, mas não deixa de ser curioso recordá-la.

http://guedelhudos.blogspot.com/2008/04/0-vero-de-h-40-anos.html


sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobe Sobe Balão Sobe

Filha de um cantor lírico, Loubet Bravo, a cantora sempre viveu da música e começou a cantar e tocar quando tinha apenas 13 anos. "Começo a tocar viola com 12 anos, porque tive um professor de canto coral que fazia parcerias com o Francisco Fanhais, que também era um cantor de intervenção. Incutiu-nos educação musical e alguma intervenção política também. Já tocava o Adriano, Zé Mário Branco, com 12, 13 e 14 anos de idade", explicou em início de conversa.

Mais tarde, já adolescente, as suas preferências musicais iam para os Beatles e o Quarteto 1111. Por isso aceitou com relutância o convite para defender o tema "Sobe, sobe, balão sobe", no Festival da Canção de 1979. "Hoje fala-se muito de música pimba. Aquela era uma música pimba da época. Estávamos muito colados ao 25 de Abril e usava-se muito ainda o canto de intervenção. Tudo o que não fosse canto de intervenção ou música popular portuguesa, com instrumentos de raiz, cavaquinhos, era assim considerado".

As dificuldades familiares acabaram por dar um empurrãozinho, para o palco do festival. "O meu pai faleceu aos 78 anos, vítima de acidente, foi uma altura muito complicada. No final desse ano ligam-me para ir ao festival. Não tinha nada a ver com o que eu gostava mas a vida era difícil. Pensei duas vezes: quem sabe se não está aqui um trunfo para eu ganhar dinheiro!". E se bem o pensou, melhor o fez. "Na altura já cantava em publicidade, fazia coros. E acabou por ser uma alavanca para a minha carreira, sobretudo numa época em que o país parava para ver o Festival. Além disso, bastava estar presente num festival, nem era preciso ganhar, para ser popular", recorda.

Na Eurovisão arrecadou um honroso 9º lugar e emocionou-se quando foi reconhecida num mercado em Israel. "Foi muito bom! Além disso, a versão em Francês esteve no Top, em Paris. Tive imensos convites para ir para o estrangeiro, mas não fui porque estava no curso de Direito".

Entrevista ao jornal Público

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um Grande, Grande Amor

"Esta música é uma manta de retalhos, projectada para competir no Festival da Canção. Não nasceu da inspiração. É simplesmente um puzzle de coisas agradáveis ao ouvido. Quando a escrevi, irritei uma parte da esquerda com a referência ao Muro de Berlim: ?Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim.? Um certo dia, encontrei a Odete Santos que me disse que eu cantava muito bem, mas não tinha gostado nada daquilo do Muro de Berlim. Respondi-lhe que era verdade, o muro já tinha caído. Ela retorquiu: ?Mas caiu mal.?"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Desfolhada


Março de 1969 - O festival RTP da canção desse ano ficaria marcado pela canção de José Carlos Ary dos Santos e de Nuno Nazareth Fernandes - A Desfolhada.

Escrita, numa primeira fase para Amália Rodrigues, teve como primeira escolha Elisa Lisboa e como segunda escolha Madalena Iglésias.

http://simonefaclube.blogspot.com/2009/02/simone-1969.html

A «Desfolhada» fora inicialmente escrita para a actriz Elisa Lisboa. Só que Elisa Lisboa não a pôde cantar no Festival de 1969 porque tinha marcada parao mesmo dia a estreia de uma peça de teatro em que era protagonista. Ary dos Santos, autor da letra, opta então por Madalena Iglésias, mas esta faz umagravação prévia onde lhe corta o verso «Quem faz um filho, fá-lo por gosto». Irritado com a autocensura, Ary convida Simone a cantá-la. «E eu não cortei nada! Então quem faz um filho, não o faz por gosto?» (Simone de Oliveira)